sobre mim

laila vidal redatora

Comecei a escrever roubando cartas aos 10 anos. As crianças brincavam de tocar campainhas e sair correndo, eu abria as caixas de correio e fugia com a correspondência.


Não era bem um roubo, era um sequestro. Sempre devolvia as cartas antes de anoitecer. Mas primeiro, lia cada uma delas e escrevia a resposta no caderno da escola.

Muitas vezes as cartas traziam palavras que eu não conhecia o significado. Espólio, melancolia, óbito, disparate. Mesmo assim redigia as respostas, acomodando as palavras desconhecidas nesse fictício devaneio literário que preenchia meus finais de semana paulistanos.

Cresci no bairro de Perdizes, roubando cartas e morando em uma casa cheia de livros.

Mãe, avó e bisavó professoras. Português e literatura cobriam nossas estantes. Logo conheci Kafka e me apaixonei pela literatura tcheca, em pouco tempo estava totalmente imersa na produção literária europeia.

laila vidal portifolio de redatora

Com 16 anos queria viver tudo que havia lido nos livros e nas cartas roubadas. Uma Madame Bovary do século vinte – iludida como Anna Karenina e realista a la Quixote – foi assim que a vida me jogou no mundo, cheia de idéias, ilusões e desejos. 

Morei na Amazônia, na Bélgica e na Espanha. Cursei Comunicação e Design de Moda. Trabalhei em agências de publicidade e editoras. Atuei como produtora, redatora e repórter.

Atualmente faço mestrado em Literatura Comparada na Universidade Aberta de Lisboa e trabalho como redatora freelancer em português e espanhol.

Produzo artigos e resenhas para blogs e sites sobre temas relacionados à Arte: moda, fotografia, literatura, pintura, escultura, arte erótica… Escrevo também sobre turismo na Europa e na Amazônia, relacionamento, sexualidade e sobre o Blues, meu fiel escudeiro.

laila vidal redatora

Vivo na Europa há dez anos e o que me manteve brasileira foi a nossa língua. Nunca deixei de escrever em português nem de trabalhar para o Brasil e isso construiu minha identidade.  

Uma identidade criativa e inquieta, de uma alma fascinada pela arte e pela mente humana, que encontrou a liberdade nas palavras, e aprendeu escrevendo, que realidade é o que criamos. 

laila vidal

Há muito tempo parei de roubar cartas, mas ainda adoro segredos, se você quiser me contar um, ficarei encantada!